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Nosso Símbolo             O Fundador

Uma obra a serviço do Louvor de Deus

A Fraternidade Jesus Salvador é uma grande família do povo de Deus, formada por 3 ramos: o Instituto Missionário Servos de Jesus Salvador, o Instituto Missionário Servas de Jesus Salvador e os Servos Evangelizadores do Reino - SER (Ordem Terceira - Leigos), e um movimento de jovens chamado Juventude Javista. Todos vivendo sob o mesmo carisma, espiritualidade e apostolado, o que garante a unidade e a inspiração de toda a obra de Javé Salvador

     A Fraternidade Jesus Salvador, com sede na Zona Sul da cidade de São Paulo, SP, foi fundada em 1993 pelo Pe. Gilberto Maria Defina, sjs. Seu carisma é o Louvor de Deus, sob todas as suas formas - a litúrgica, em primeiro lugar. Esse louvor tem como conseqüência a procura de santificação pessoal e comunitária, sob a ação do Espírito Santo, cultuado através da espiritualidade javista, que encontra seu embasamento nos aspectos fundamentais da Renovação Carismática Católica – RCC. “Isso porque acreditamos na Efusão ou Batismo no Espírito Santo, conforme promessa do Senhor Ressuscitado (At 1,5) e disso damos testemunho em todo tempo e lugar”, afirmava Pe. Gilberto, falecido em 05 de dezembro de 2004.

     Segundo o religioso, “no coração da Igreja, Esposa de Cristo, queremos ser a pura expressão do contínuo culto de louvor e adoração a nosso Senhor Jesus Cristo, para que, por meio de nossa consagração, possamos produzir saborosos frutos de santidade para a humanidade. Mas para que a nossa consagração em nada nos ensoberbeça, é útil sempre nos recordarmos de que somos apenas um dentre os muitos frutos da grande obra de renovação da Igreja, promovida pelo Santo Espírito de Deus, após o sacrossanto Concílio Ecumênico Vaticano II”.

O Nome Javé

     A Fraternidade, como Obra do Senhor Javé Salvador, foi por Ele inspirada a partir de um tempo forte de oração e intercessão em local santo, rogando-lhe que olhasse misericordiosamente para o seu povo e sua Igreja que, qual esposa a Ele infiel, parte dela se prostituiu e se entregou a outros amores idolátricos, divorciada de seu primeiro amor a Cristo.

     O nome “Javé” tem uma ligação muito estreita com a obra e seus propósitos. Nele estão reunidos todos os divinos nomes de Deus, do Antigo ao Novo Testamento, ressaltando o nome inefável que a si próprio Deus se deu, bem como a seu Filho, como Verbo Encarnado: YAHWEH, que significa “Eu Sou aquele que Sou”; YESHUA, que é igual a Jesus e, por sua vez, igual a “Javé Salva”, Javé Salvador. Javé, este é o nome com que, para sempre, chamarão o Senhor (Ex 3,13-15).

     O Senhor Javé Salvador deseja que cada javista seja um verdadeiro servo de sua obra de Salvação. O servo faz aquilo que lhe manda seu senhor. E o que ordena o Senhor Javé Salvador é que percorramos o mundo inteiro anunciando e testemunhando a salvação que está no seu nome. Deus nos ungiu com o Espírito Santo e com poder. Como Jesus, é dever nosso andar por toda a parte fazendo o bem, curando e libertando o seu povo cativo, prisioneiro de tantas e diferentes formas de escravidão.

     É missão do Servo e da Serva de Javé Salvador aprender de seu Mestre, imitando-lhe a vida, em sua doutrina e em sua ação: um Salvador que salva, que cura e liberta o seu povo. Este é o sentido do verdadeiro homem e mulher carismáticos, daqueles que renasceram da água e do Espírito. Jesus pregava a Palavra e curava aqueles que eram trazidos ao seu encontro. Jesus pregava com unção. Por isto, sua pregação era acompanhada de sinais, curas, milagres e prodígios. Nisso, o Instituto Missionário Servos de Javé Salvador só deseja cumprir a ordem do Senhor, num grau de obediência considerado pelos seus membros como não mais do que sua obrigação. Somos chamados Servos de Javé Salvador porque de fato o somos à medida em que nos tornamos instrumentos dóceis da Sua graça salvífico-libertadora para com seu povo, atualizando esta salvação, colaborando com a Obra do próprio Cristo, pois na Salvação de Jesus está toda a missão do Filho de Deus, Senhor Javé Salvador.


Significações do Símbolo da Fraternidade Javé Salvador

1. Triângulo equilátero - Santíssima Trindade do Pai, Filho e Espírito Santo. Deus Uno em Divindade e Trino em Pessoas. Igualdade de perfeição e de amor incriados e infinitos. Onipotência. Onipresença. Onisciência. Bastante em Si mesmo. Família divina. Comunidade única. Modelo e inspiração da família e da comunidade javista. PROVIDÊNCIA SANTÍSSIMA.

2. Pomba - Espírito Santo, Patrono da Fraternidade Javé Salvador. Cultuado na Fraternidade através de espiritualidade própria, que se utiliza dos elementos fundamentais da RCC. Em vôo picado, sobre a Humanidade de Jesus, gerando-O no seio virginal de Maria, para a salvação do mundo.

3. Anel externo - Maria, Mãe de Deus e dos filhos e filhas de Deus. Nossa Senhora de Pentecostes, Padroeira da Fraternidade. Encarnação. Gestação. Proteção. Maternidade divina. Seio materno, abrigando o Filho.

4. Anel interno - Jesus. Verbo de Deus encarnado. O Único Necessário em nossas vidas. Yeshuá = Javé Salvador = Jesus. Jesus e nós. Somos Um. Eucaristia. “Ó Jesus, vivens in Maria, vênit et vive in me!”: “Ó Jesus, vivendo em Maria, vem e vive em mim!” (Prece antiga).

5. Raios - Em número de sete: perfeição e caridade provindas do Espírito de Jesus. Carismas e dons. Frutos do Espírito Santo de Deus. Toda a Família Javista (padres, seminaristas, religiosos, religiosas e leigos). Família Javista em unidade e fraternidade, iluminando toda a Terra e exercendo seu caráter missionário. Descendência fulgurante.

6. Círculo externo - Englobando o triângulo, a pomba, os anéis e os raios. A sociedade, a Igreja, o Brasil e o Mundo sendo iluminados e renovados pela ação evangelizadora e missionária dos javistas. Os familiares, padrinhos, madrinhas, demais benfeitores e amigos dos membros da Fraternidade Javé Salvador colaborando com esta Obra de Evangelização.


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Biografia de Pe. Gilberto - 1925 a 2004

     Pe. Gilberto Maria Defina, sjs, nasceu em 02 de agosto de 1925 na cidade de Ribeirão Preto, SP. Filho de família católica, desde pequeno já ajudava na Igreja Nossa Senhora do Rosário, dos Padres Claretianos, situada nesse município, bairro de Vila Tibério. Aos 12 anos e meio entrou para o Seminário Menor na cidade paulista de Rio Claro, onde cursou o Ginásio e Colegial. Estudou também, por um ano, em Campinas, SP. Em 1943 mudou-se para a capital de São Paulo, onde cursou Filosofia e Teologia no Seminário Central do Ipiranga.

     Padre Gilberto foi ordenado sacerdote em 03 de dezembro de 1950 por D. Manuel da Silveira D’Elboux, Bispo da Diocese de Ribeirão Preto. A cerimônia ocorreu na Catedral local, que o acolheu como vigário paroquial ao lado do Cônego Jaime Luis Coelho. Nesse período e por 4 anos, o fundador da Fraternidade Javé Salvador exerceu diversas atividades, dentre as quais a de professor no Seminário Menor da Diocese de Ribeirão Preto e Diretor do jornal “Diário de Notícias”.

     Em 02 de fevereiro de 1955, Pe. Gilberto tomou posse na Paróquia de São Simão Apóstolo, na cidade de São Simão, Estado de São Paulo, onde foi pároco por 12 anos. Por essa ocasião, ao ser instalado o Cabido Metropolitano de Ribeirão Preto, foi designado Cônego Catedrático. A pedido do Arcebispo, assumiu em 1967 a tarefa de Assistente Espiritual da Comunidade de Seminaristas da Província Eclesiástica da Arquidiocese de Ribeirão Preto, apesar de nessa época já estar residindo na cidade de São Paulo. Nesse mesmo período, fundou na capital paulista, com outros colegas sacerdotes, as Faculdades Associadas Ipiranga, FAI, onde exerceu por vários anos a função de Diretor.

     Em 1991 Pe. Gilberto foi recebido no Clero da Arquidiocese de São Paulo. Em 1993, juntamente com alguns leigos, fundou a Fraternidade Javé Salvador, dando início em 1994, na Diocese de Santo Amaro, em São Paulo, SP, ao Seminário Maior Nossa Senhora de Pentecostes e ao Convento Nossa Senhora de Pentecostes. Em 17 de setembro de 1994, dia em que Seminário e Convento foram erigidos canonicamente pelo Bispo Diocesano Dom Fernando Antonio Figueiredo, Pe. Gilberto tornou-se religioso, proferindo os votos perpétuos. Além de Filosofia e Teologia, ele também possuía títulos de acadêmico em Letras e Direito Civil.

Morte de Padre Gilberto

     Aos 05 de dezembro de 2004, entre 00:30 e 1:00. Nessa data e horário morria Pe. Gilberto Maria Defina, sjs. Uma morte que para os olhos do mundo se traduziria em sofrimento e dor; mas no sentimento da Comunidade Javista e de todos aqueles que acompanharam seus passos e, principalmente, sua enfermidade, resultava no seu nascimento para Deus, recebendo a coroa da justiça por ter combatido o bom combate, tal como o apóstolo Paulo em sua Segunda Epístola a Timóteo (4, 7-8): “Combati o bom combate, terminei a minha carreira, e guardei a fé. Resta-me agora receber a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia e não somente a mim, mas a todos aqueles que aguardam com amor a sua aparição”.

     Padre Gilberto despediu-se da vida terrena aos 79 anos e 2 dias após ter completado 54 anos de sacerdócio. A exemplo de muitos Santos que dedicaram sua vida a Deus, suportou com santidade um longo período de enfermidade, incluindo 5 anos em cadeira de roda. Algumas vezes o Senhor o livrou da morte, curando-o milagrosamente de um câncer e restabelecendo-o de males provenientes de sua saúde debilitada. Contudo a última doença que o acometeu não conseguiu ser diagnosticada, apesar de ter à disposição competente equipe médica e recursos tecnológicos de última geração, a exemplo do Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, SP, onde ficou internado entre os dias 08.11 e 05.12.2004. Sem murmúrios ou reclamações, o fundador da Fraternidade Javé Salvador foi se consumindo durante vários meses, enquanto seu corpo juntava líquido. “Quando perguntávamos a ele se estava bem, dizia-nos que estava fazendo aquilo que Deus queria para ele naquele momento. Se Nosso Senhor o quisesse levar, ele estaria pronto, mas se também ele o quisesse deixar aqui mesmo, no sofrimento, ele aceitaria com amor”, afirmou Pe. Francisco Ivanildo dos Santos, sjs.

     O exemplo deixado por Pe. Gilberto com sua morte é o de que ele percebeu durante sua vida que Deus levava-o a uma vida de perfeição, suportando todos os entraves com caridade - tal como o Santo Padre Papa João Paulo II, com sua doença, o fez diante dos olhos do mundo. Também aprendeu e ensinou que não há humildade sem que haja paciência e não existe paciência sem humildade, virtudes que caminham juntas na vida daquele que faz a verdadeira adesão ao projeto de Jesus Cristo. “Santo, santo, santo”, bradava a multidão na sexta-feira 08.04.2005, durante missa fúnebre na Praça de São Pedro, em Roma, para comunhão final com o papa - morto no sábado anterior, 02.04.2005. Durante missa celebrada por Pe. Francisco Ivanildo, sjs, na Fraternidade Javé Salvador, em intenção de sua saúde. “Santo, santo, santo” é o que também repetem os filhos e filhas espirituais de Pe. Gilberto, na certeza de que ele, também santo, não apenas intercede, como também pede a santos como João Paulo II que intercedam junto ao Pai em prol da Fraternidade Javé Salvador e pela Igreja.


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